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J.C. LESSA DE OLHO NO CRIME
(O Crime e sua História - Fatos Reais)

 

PRESCRIÇÃO.

 

 

 NÃO

 ACONTECEU...

 

ASSASSINATO EM PONTA GROSSA DOS FIDALGOS.

UM CRIME SEM CASTIGO.

                                                                                                    Por J. C. Lessa

      No início da tarde do dia 18 de outubro de 1992, no bar do “TETE”, Ponta Grossa dos Fidalgos, jovens da localidade bebiam, conversavam e, contando piadas, brincavam uns com os outros. Repentinamente, dois começaram a discutir – uma daquelas discussões que não se sabe o porquê e nem como começou – com a intervenção dos amigos, a discussão logo terminou. Um pouco mais tarde, todos foram para o campo do Colonial Futebol Clube – que fica próximo ao bar – onde uma partida de futebol estava para começar. Ao sair do estádio, após o término da partida, por volta das 18 horas, AMARILDO CARVALHO PESSANHA, um dos participantes da discussão, pegou no colo a filha de uma amiga. Após brincar com a menina, colocou a mesma no chão. Neste momento, REINALDO DA SILVA TAVARES, irmão do outro envolvido na discussão, aproximou-se e, sem dizer uma palavra, friamente, teria desferido uma violenta facada no peito de AMARILDO. Os populares que estavam próximos, interferiram, impedindo que a agressão continuasse. AMARILDO, gravemente ferido, caminhou quase um quilômetro para chegar em casa onde residia com seus pais. Demerval, vendo o filho, cambaleando, chegar todo ensanguentado, desesperado, pediu socorro e AMARILDO foi levado para o Hospital Ferreira Machado, onde faleceu ao ser atendido. Após ter, supostamente, praticado o crime, REINALDO  saiu do local como se nada tivesse acontecido. A polícia ao ser comunicada sobre os fatos, fez buscas à procura do acusado que não foi localizado. Durante as investigações, diversas pessoas que presenciaram o crime, compareceram a 111º DP, atualmente 134 DP, onde em seus depoimentos declararam que REINALDO teria desferido a facada que causou a morte de AMARILDO. Concluído o Inquérito Policial, REINALDO foi indiciado, tendo o Ministério Público oferecido a Denúncia. O Juiz do 1ª. Vara Criminal da Comarca de Campos aceitou a Denúncia e Pronunciou REINALDO pelo crime do homicídio qualificado (art. 121, §2º do Código Penal). Após o processo tramitar na Justiça por longos anos, finalmente, quase 21 anos depois do crime, o julgamento de REINALDO foi marcado para o dia 16/setembro/2013, quando ao ser iniciado, o Ministério Público, alegando A PRESCRIÇÃO, requereu e a Juíza Presidente do Tribunal do Júri, com base nos artigos 107, inciso IV, combinado com o art. 109,  inciso II, do Código Penal, JULGOU EXTINTO O PROCESSO.  Assim, REINALDO, que não ficou preso um só dia, NÃO PODE SER JULGADO PELO TRIBUNAL DO JURI.

 

    Após o julgamento, fomos à Ponta Grossa dos Fidalgos, onde localizamos um dos irmãos de AMARILDO que: pedindo que a entrevista não fosse gravada, disse que seu irmão era alegre, trabalhador e muito querido na localidade; que tinha sonhos e planejava ter um bom emprego para ter condições de dar uma vida tranquila aos pais; que sua morte foi um choque para todos; que as reuniões nas datas festivas, nunca mais aconteceram a partir daquele dia; que seus pais – Demerval e Maria de Nazaré – adoeceram, tendo seu pai falecido pouco tempo depois; que sua mãe, às vezes, fugia de casa e era encontrada na rua, chorando e chamando pelo filho caçula que há muito tinha morrido e, por ter o falecimento do marido agravado seu estado de saúde, não levou muito tempo para também morrer; e que, quanto ao julgamento não ter acontecido, disse que estava decepcionado, mas deixava a justiça nas mãos de Deus. Depois da entrevista, o irmão da vítima, tristonho e cabisbaixo, afastou-se sem despedir-se.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

       

 

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